Mirelle Pinheiro

Produtora de Dark Horse
Produtora de Dark Horse · Imagem: Lara Abreu / Arte Metrópoles

A investigação da Polícia Civil aponta que recursos do programa WiFi Livre SP teriam sido desviados para custear a produção do filme

Polícia aponta “consistentes suspeitas” de desvio para bancar Dark Horse
Polícia aponta “consistentes suspeitas” de desvio para bancar Dark Horse · Imagem: Source: www.metropoles.com

Letícia Guedes

13/09/2026 17:13

Lara Abreu / Arte Metrópoles

Os documentos tornados públicos após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino retirar, neste domingo (13/9), o sigilo da investigação que apura o financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, mostram que a Polícia Civil de São Paulo encontrou indícios de que verbas destinadas ao programa WiFi Livre SP tenham sido usadas para bancar a produção da obra audiovisual.

“Há consistentes suspeitas de confusão patrimonial e de que os recursos públicos do programa ‘WiFi Livre SP’ tenham sido desviados para custear as atividades de produção do referido filme, utilizando as contas das empresas subcontratadas e das demais organizações sociais geridas pela investigada para a lavagem dos valores desviados do erário de São Paulo”, diz o documento elaborado pela Polícia Civil.

As suspeitas são de que as verbas teriam sido usadas para custear despesas de produção da obra audiovisual da Go Up Entertainment, de propriedade de Karina da Gama, que também é investigada no inquérito que culminou na Operação Make Up, deflagrada na última quinta-feira (10/9).

O contrato entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), inicialmente avaliado em R$ 108 milhões e posteriormente elevado para R$ 157,1 milhões após aditivos, prevê a implantação, operação e manutenção de 5 mil pontos de acesso à rede pública de Wi-Fi em comunidades do município, pelo prazo de 12 meses.

Relembre

Na quinta-feira (10), a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Make Up para cumprir 49 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estavam Karina e o deputado federal Mario Frias.

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Mario figura no inquérito porque é apurado que emendas parlamentares de autoria dele tenham sido repassadas a duas organizações da sociedade civil ligadas a Karina, responsável pela produção do filme.

A PF revelou que os investigadores identificaram indícios de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados que teria direcionado parte dos recursos recebidos para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços.