Grande Angular

Em ofício, o governo do DF afirmou que “a resistência da União não decorre de óbice jurídico ou fiscal, mas de decisão política"

Arthur de Souza, Isadora Teixeira

17/09/2026 22:57
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
A Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) enviou, nesta quinta-feira (17/9), um ofício ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, referente às falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o qual afirmou que não vai “dar dinheiro para o BRB (Banco de Brasília)”. No documento, o GDF afirma que “a resistência da União não decorre de óbice jurídico ou fiscal, mas de decisão política”.
O texto também aponta que a declaração de Lula “não foi feita em ato de governo, entrevista ou manifestação institucional, mas em comício, no primeiro ato de campanha do presidente da República no Distrito Federal nestas eleições”.
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“Nos ofícios e nos autos, a União afirma que não pode figurar como garantidora. No comício, o chefe do Executivo Federal afirma que não vai”, observa.
Entenda
Durante ato do Partido dos Trabalhadores (PT), em Ceilândia (DF), na noite dessa quarta-feira (16/9), Lula afirmou que não vai tirar dinheiro da União para ajudar o BRB — que enfrenta uma grave crise financeira desde que o escândalo do Caso Master veio à tona.
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“Estão dizendo para mim ‘Senhor presidente, se o senhor não der dinheiro, não vai pagar o Bolsa Família’. Nós não vamos deixar o povo sem dinheiro. Mas não vamos dar dinheiro para o BRB.”
Lula chegou a dizer que a atual governadora do DF, Celina Leão (PP), tenta jogar a responsabilidade da crise do banco para o governo federal, mas o presidente defendeu que “quem quebrou o BRB foi a ligação entre o Ibaneis e o Vorcaro”.
Nas redes sociais, Celina Leão (PP) declarou que “ninguém está pedindo dinheiro ao governo federal” para salvar a instituição.
A governadora pontuou que o DF solicitou o aval da União para uma operação de crédito, que será paga pelo próprio DF, e acusou Lula de usar o BRB como uma “arma eleitoral”.
“O presidente pode me atacar, apoiar meu adversário e fazer campanha contra mim. O que você não pode fazer é transformar o BRB em uma arma eleitoral. O BRB não é meu e nem de partido algum, é um patrimônio de Brasília”, comentou Celina.


