Alfredo Henrique

Por meio de sua assessoria de imprensa, parlamentar afirmou que valores decorreram de "empréstimos fraudulentos" já relatados à polícia

Alfredo Henrique, Demétrio Vecchioli

15/09/2026 15:22

Reprodução/Instagram

O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) perdeu ao menos R$141 mil, após seu celular ser furtado, como afirma o parlamentar em boletim de ocorrência. O valor é provenientes de uma conta bancária não declarada à Justiça Eleitoral.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o deputado, que disputa a reeleição, afirmou nesta terça-feira (15/09) que os valores transferidos decorreram de “contratações fraudulentas de empréstimos” (leia mais abaixo).

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Deputado Cezinha de Madureira (PL-SP)
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Deputado Cezinha de Madureira (PL-SP)
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
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Deputado Cezinha de Madureira (PL-SP)
Crédito/Câmara dos Deputados
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O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o deputado Cezinha de Madureira (PL).
Reprodução/Redes Sociais
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Cezinha de Madureira, presidente da Comissão de Viação e Transporte
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
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Deputado Cezinha de Madureira (PL-SP)
Reprodução/Instagram
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Deputado Cezinha de Madureira, presidente da Frente Parlamentar Evangélica, diz que Bolsonaro vetará Marco Legal dos Jogos de Azar
Divulgação
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Deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP)
Michel Jesus/Câmara dos Deputados
O furto relatado por Cezinha ocorreu três dias antes de ele ser alvo, nessa segunda-feira (15/9), de um mandado de busca e apreensão, da Polícia Federal, no âmbito da Operação Transparência. A investigação apura um grupo suspeito de negociar o pagamento de valores expressivos em troca de suposta influência sobre decisões judiciais.
Furto e transferência para MG
Por meio da Delegacia Eletrônica, Cezinha de Madureira declarou que seu celular foi arrebatado por um ladrão, ainda não identificado, que ocupava uma moto. O crime ocorreu por volta das 12h30 na Rua Cubatão, na Vila Mariana, zona sul paulistana.
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Em um intervalo de nove minutos, como registrou o parlamentar, foram feitos um Pix de R$ 84 mil, outro de R$ 16 mil e um TED de R$ 41 mil, totalizando R$ 141 mil.
O deputado diz ainda, como consta no documento policial, que as “transferências atípicas” foram realizadas de uma conta bancária “mantida junto ao Banco de Brasília [BRB]”, das quais encaminhou os comprovantes à Polícia Civil. A referida conta, porém, não consta nas declarações feitas pelo deputado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A coluna apurou que todas as movimentações foram direcionadas para um mesmo CNPJ, de uma empresa criada há pouco mais de sete meses em Minas Gerais.
O que diz o deputado
Como consta no TSE, Cezinha de Madureira declarou R$ 3.104.749,28 em bens. A única instituição bancária mencionada à Justiça Eleitoral é o Bradesco, onde ele mantém cota de consórcios e uma conta poupança.
À coluna, a assessoria de imprensa de Cezinha afirmou que os valores movimentados, após o furto do celular, não constavam na conta omitida na declaração de bens. Elas, segue, decorreram de “contratações fraudulentas” de empréstimos.
Sobre a declaração à Justiça Eleitoral — onde não há menção à conta do Banco de Brasília — o parlamentar afirmou que ela contemplou bens e valores “efetivamente possuídos” por ele.
“Por óbvio, valores provenientes de empréstimos fraudulentamente contratados e, na sequência transferidos por terceiros não poderiam constar de declaração patrimonial referente a momento anterior à própria ocorrência da fraude”.


