Ancelotti explica por que convocou jovens e deixou veteranos de fora do novo ciclo da seleção

Técnico convocou seleção para amistosos de setembro e outubro com novidades. Crédito: CBF

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A seleção brasileira escapou de iniciar o novo ciclo com derrota e buscou no último minuto o empate, por 1 a 1, com a Austrália, nesta sexta-feira, no primeiro amistoso após a Copa do Mundo.

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Com um time de remanescentes e somente dois estreantes, o Brasil fez seu pior jogo sob o comando do técnico Carlo Ancelotti e não conseguiu se impor diante de uma adversário relativamente modesto. Veja as notas do time brasileiro abaixo:

Seleção brasileira fez amistoso contra a Austrália, em Townsville. Foto: Saeed Khan / AFP

Hugo Souza: 4,0
Demonstrou insegurança ao sair da meta em cobranças de escanteio e ficou plantado na cobrança de falta que originou o gol da Austrália. A impressão é de que poderia ao menos ter saltado na bola. Não tem ido bem na seleção.
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Matheuzinho: 5,5
Em sua estreia pela seleção brasileira, o lateral-direito do Corinthians tentou dar opção no ataque, mas foi pouco acionado. Na marcação, não comprometeu e cortou bolas importantes.
Marquinhos: 5,5
Experiência na zaga brasileira, o zagueiro teve mais uma partida regular. Está longe de ser o problema da seleção.
Vitor Reis: 5,5
Outro estreante na seleção, manteve o nível de Marquinhos e se impôs diante de um adversário de menor nível técnico. Mostrou que deve ganhar sequência.
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Douglas Santos: 4,5
Outro lateral que pouco contribuiu no ataque. Na defesa, foi menos efetivo que Matheuzinho
Bruno Guimarães: 5,5
Começou apagado, mas cresceu na partida até ser substituído. Quase marcou um gol no primeiro tempo. Será importante no novo ciclo.
Danilo: 6,0
Desarmou e atacou, mas pode pisar mais na área. Pode ser bastante útil no time da seleção e deveria ter tido mais chances na última Copa.
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Estêvão: 6,0
Apesar da falta de ritmo de jogo — é reserva no Chelsea neste início de temporada —, foi um dos mais perigosos do time de Ancelotti e mostrou eficiência ao balançar as redes em gol anulado. Tem qualidade para ser utilizado mais pelo setor central.
Endrick: 4,0
Assim como Estêvão, está sem ritmo de jogo por atuar somente quatro minutos na temporada pelo Real Madrid. Ficou perdido entre os zagueiros da Austrália e foi prejudicado pelo desajuste no time de Ancelotti. Teve o mérito de “brigar”, mas não brilhou.
Raphinha: 6,5
Melhor do Brasil em campo, o novo camisa 10 da seleção se movimentou e tentou fazer a engrenagem do meio-campo funcionar, mas o esquema de Ancelotti não potencializou o seu bom momento de artilheiro no Barcelona. Deu a assistência para o gol de Rayan.
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Vini Jr.: 3,0
Destaque negativo da partida. Errou a maioria das jogadas que tentou e, por vezes, pareceu desligado do jogo. Poderia ter saído no intervalo.
Douglas Luiz: 4,5
Não manteve a mesma qualidade de Bruno Guimarães e ainda fez a falta que originou o gol da Austrália.
Samuel Lino: 5,5
Foi proativo, mas não brilhou. Faltou ser mais incisivo.
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Pedro: 5,0
Entrou com o objetivo de mudar a característica, mas participou pouco.
Jair Cunha: 4,5
Demonstrou nervosismo, não passou segurança e errou passes. Estreia abaixo do que pode apresentar.
Mauro Júnior: 5,5
Passou mais segurança do que Douglas Santos. Merece ser testado como titular na lateral-esquerda no próximo amistoso.
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Rayan: 6,5
Começou hesitoso e com pouco espaço para explorar sua velocidade. Quando entrou na área, mostrou que tem qualidade para ser utilizado como 9 ao finalizar bem, de cabeça, cobrança de escanteio de Raphinha e garantir o empate.
Carlo Ancelotti: 2,5
A seleção fez seu pior jogo sob o comando do italiano e por pouco não passou um vexame em Townsville. O time brasileiro involuiu em relação às partidas anteriores e o esquema com quatro atacantes novamente não funcionou, deixando um buraco no meio-campo. Os jogadores ficaram presos ao sistema, com pouca movimentação e controle da partida, além de fazer a Austrália parecer um adversário de uma prateleira acima do que é.
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